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2º lugar no
Prêmio Jabuti - 2004, Como um voyeur requintado e divertido, Torero faz de Paraíso um lugar místico onde todas as formas de viver o amor valem realmente a pena. Amores proibidos e românticos. Platônicos e intensos. Incestuosos e inocentes.
O livro deu origem à série Álbum de Casamento, com
Denise Fraga, |
| Ed. Objetiva - 2003 |
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| Um romance de humor requintado, sarcasmo e lirismo Adão amava Eva. Tanto que atendeu sem pestanejar quando ela lhe pediu que provasse do fruto proibido. Por causa disso foram expulsos do Paraíso e dali em diante teriam que trabalhar, sofrer e morrer. Os dois deram-se as mãos e pensaram ao mesmo tempo: "Desde que estejamos juntos, qualquer lugar é o paraíso." E Deus, que do alto dos céus tudo ouvia, inclusive pensamentos,completou: "Ou o inferno." E desde então o amor atravessa os tempos como um dos mais inspirandores e mobilizadores ingredientes da vida. Lírico e irônico, poético e contundente, Pequenos Amores fala desse estranho vício de amar que nos mantém a todos vivos...ainda que, às vezes, castigue e mate. José Roberto Torero conduz o leitor a Paraíso uma cidade pequena, dessas que se resumem a praça, igreja, prefeitura,hospital. O lugarejo tem duas avenidas onde se enfileira a sonolência de suas casas singelas. Por detrás das janelas e cortinas fechadas, o amor semeia cúmplices e vítimas. A cada
página o leitor vai se deleitar com histórias românticas, singulares, divertidas e ,
por vezes, com pitadas de sarcasmo como a trajetória de Dona Rosa que mesmo
sabendo que seu marido, Dr. Augusto, tinha um caso com Berenice, uma de suas enfermeiras,
sempre se comportou com resignada discrição. Então, por uma dessas ironias , o grande
neurologista sofre um derrame e perde todos os movimentos. Para cuidar do médico, Dona
Rosa decidiu contartar a própria Berenice. O resultado não foi dos melhores. O doutor
sofre profunda vergonha toda vez que sua amada dá banho em seu corpo sem vontades, e
Berenice chora um pouco a cada manhã, pois lhe dói muítíssimo ver o amado neste
estado. Apenas Dona Rosa não está infeliz e, vez por outra, pode-se vê-la assobiando um
bolero. |